Mulheres do IFPA, campus Belém
por Bianca Magno e Gleicielle Rodrigues
Em homenagem ao mês das
mulheres, a redação do Jornal Digital resolveu trazer mini biografias de
algumas mulheres do Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Belém. As
repórteres/redatoras Bianca Magno e Gleicielle Rodrigues conseguiram realizar
cinco entrevistas com diferentes mulheres, que atuam em distintas funções
no Instituto:
A mulher da pesquisa
A primeira a ser entrevistada
foi Juliana Lima, estudante do 6° semestre de Licenciatura em Ciências
Biológicas do IFPA, campus Belém, que faz parte do NUPEC (Núcleo de Pesquisa em
Educação e Cibercultura). Ela discorre sobre "Gênero e poder no ciberespaço: a dinâmica do assédio sexual contra
estudantes do sexo feminino nas redes sociais online do Instituto Federal do
Pará", em sua pesquisa, cujo o
objetivo é compreender os fenômenos responsáveis pela persistência do assédio
sexual. No estudo Juliana também observa como essas atitudes são vistas em
algumas redes sociais.
Fonte: Acervo pessoal de Juliana
Lima.
Juliana Lima relata que “Essa
pesquisa estimula as mulheres a compreenderem as formas de assédio nas redes
sociais e formas de tentar evitar esse tipo de violência”. Um trabalho muito
interessante por esmiuçar como o assédio sexual online funciona, o estudo
também traz semelhanças existentes entre os comportamentos dos assediadores. A
estudante de biologia é orientada pelo Professor Breno Alencar e desenvolve a pesquisa com outras pesquisadoras, com o
intuito de auxiliar mulheres a identificarem sinais dados pelos assediadores,
para assim, denunciá-los.
A mulher de fibra
Rosa Magalhães atua como técnica
administrativa de ensino no Departamentode Registros e Indicadores Acadêmicos há 13 anos, e no IFPA há 36
anos. Ela afirma já ter observado a entrada e saída de muitos alunos. Junto com
outros profissionais, Rosa é responsável por expedir documentos acadêmicos
oficiais do ensino, principalmente dos cursos técnicos.
Fonte:
Acervo pessoal de Rosa Magalhães.
O departamento em que Rosa atua
é responsável pela alimentação dos sistemas externos, tais como SISTEC, PNP e
Educacenso, os quais a partir das informações coletadas são os responsáveis
pela liberação orçamentária do campus. Durante esta entrevista, Rosa diz:
“Quando fazemos nosso trabalho com transparência e zelo, respeitando os
direitos do outro, sempre será visto com respeito. Gostaria de dizer que, se
você aceitou assumir um cargo, uma função, o faça com responsabilidade, porque
a realização dele de qualquer forma, sem o cuidado devido, vai prejudicar ou
favorecer outras pessoas”.
A Mulher da Ciência
A professora, Patrícia da Luz,
foi entrevistada pela redação do Jornal Digital. É professora do curso de
licenciatura em Química e coordenadora do Mestrado Profissional em Engenharia
de Materiais do IFPA, campus Belém. Tem projeto de pesquisa na área de
fotocatálise, catálise heterogênea, síntese de materiais e biopolímeros.
Fonte: Acervo Pessoal da
Patrícia da Luz
A professora Patrícia incentiva
seus alunos a desenvolver atividades de pesquisa nas áreas de STEM (ciência,
tecnologia, engenharia e matemática) (), com ênfase no protagonismo
feminino. A professora declara: “Essas áreas são predominantemente ocupadas por
Homens, por isso levanto a bandeira de inserir minhas alunas como meninas na
ciência e ao final percebo como esses programas são importantes para nos
valorizar, precisamos de mais mulheres cientistas no IFPA”.
A mulher da Biologia
Arienny Souza é estudante de
Licenciatura em Ciências Biológicas do IFPA, campus Belém. Foi bolsista do
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), do Museu
Paraense Emílio Goeldi. Apresentou em agosto de 2023, no XXXI Seminário PIBIC no MuseuParaense Emílio Goeldi a pesquisa intitulada
“Distribuição e estrutura populacional do caranguejo Sesarma curacaoense De
Man, 1892 em manguezais da baía de Japerica (Costa Amazônica, Brasil)”.
Fonte: Acervo pessoal de Arienny
Souza.
Arienny Souza enfatiza que
as mulheres negras de baixa classe socioeconômica não são vistas com frequência
ocupando espaços acadêmicos ou reconhecidas como contribuintes para a produção
científica, pois o meio acadêmico tende a ser permeado por preconceitos e
violências simbólicas. A estudante conclui: “Acredito que, na condição de mulher
negra e estudante nesta instituição de ensino, posso promover o engajamento de
outras estudantes do sexo feminino em projetos acadêmicos por meio da
representatividade”.
A mulher da eletrônica
A professora Rejane Araújo, do
curso de Eletrônica e de Controle e Automação do IFPA, campus Belém, também foi
entrevistada para essa matéria. Através do Projeto de Educação Tecnológica baseado em Robótica, cultura maker
e abordagem STEAM para alunos de escolas públicas municipais de Belém e Benevides, busca levar
a robótica por meio de palestras, oficinas e desenvolvimento de projetos a
alunos de escolas públicas do ensino fundamental II.
Fonte: Acervo pessoal de Rejane
Araújo
Estudantes do projeto Grupo de Robótica Aplicada Educacional (GERAE),
coordenado pela professora Rejane, tiveram a oportunidade de participar da 3ª Semana Nacional de Educação
Profissional e Tecnológica em Brasília no ano de 2023. A docente destaca
que para mulheres esses projetos “Refletirão positivamente, pois tenho
várias meninas bolsistas da área tecnológica trabalhando comigo e o projeto
impactou mais de 600 alunos onde quase 50% destes são mulheres”.
Talvez você, leitor, já tenha cruzado com algumas dessas mulheres pelo campus Belém quando caminha pelos corredores, sido atendido ou até mesmo tenha sido discente de
uma delas. Por isso, consideramos essencial dar visibilidade às pesquisas
realizadas pelas mulheres/docentes/pesquisadoras que fazem parte da história do
IFPA.
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