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Idolatra-me

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Fonte: Pixabay   Por:  Maria Sampaio Idolatra-me Faz do meu sorriso um acontecimento  Dos meus gestos um fenômeno  Faz-me acreditar que o meu beijo é o melhor do mundo  Puro veneno, suave, mas profundo  Faz do meu querer uma ordem Do meu fazer um espetáculo   Do meu amor seu passatempo preferido  Idolatra-me, não maltrate o meu amor Não seja amor que mata

O romance está no ar, ou melhor nas palavras

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Fonte: Freepik  Por: Souza Eu te conjurei, E em forma de chama, Acendeu em meu coração,  Como o fogo para os miseráveis no inverno. O calor não me era usual, Cheguei a me espantar. Então… Tive que me afastar, Estava para me queimar. Mas longe de ti o frio me acolheu novamente… O que me fez desesperar.  Afinal de contas, O morno, Era só uma fábula.

Amar e ser amado

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Fonte: Freepik  Por: Miriam  Lorrayne Amar e ser amado, um ciclo divino, Como o sol que beija a terra ao amanhecer. É dar e receber, num eterno destino, Onde o coração se encontra e se faz renascer. Amar é como um rio que flui sem cessar, Nas curvas suaves do seu leito sereno. É entregar-se sem medo, se deixar levar, Na correnteza do amor, num eterno terreno. Ser amado é como um jardim em flor, Onde cada pétala é um gesto de carinho. É sentir-se completo, é encontrar calor, No abraço sincero, no olhar que é um ninho. É uma dança sem fim, uma canção de encanto, Amar e ser amado, um eterno encantamento. É o pulsar da vida, é o mais puro manto, Que cobre os apaixonados em todo momento

Feliz de quem tem

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Fonte: Fiverr   Por: Ramon Reis Feliz de quem tem o que dizer No meio do marasmo sarcástico Que atravessa o cotidiano Dos que silenciam   Feliz de quem tem pra onde ir Diante da penumbra opaca Que salvaguarda o ópio Dos que andam   Feliz de quem tem acolhida Servida em doses homeopáticas Que afagam a alma Dos que margeiam   Feliz de quem tem prazer Satisfeito ao limite do exagero Que envenena o cansaço Dos que desejam

Rios do Marajó

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Por:  Jrebelo   Navegantes navegam em ti, Com cuidados e respeito por ti. Rios que encantam, Encantos que cantam. É festa que sumiu, Casa engolida por rio. Meu rim sentiu, foi frio, O medo me surgiu, O cabelo até subiu. História de Serpente que subiu, Dormiu e sucumbiu, A casa à beira do rio. A festa continua, Todos têm medo de navegar, Escutam o som do fundo do rio, A festa encantada por lá. Embaixo da água está, O susto da cobra que dormiu, Porque queria, na festa, dançar. Vou remando história, Contando as memórias, Do Rio. Festa da cobra que subiu, Menina que sumiu, Cobra que engoliu, Festa no fundo do rio. O Rio às vezes tem peixe, Tem boto, Tem camarão, Tem barqueiro assustado, Com tanta história, De assombração. Os Rios têm águas, Enche e vaza. Só não vaza a memória, Daqueles que sabem suas histórias. Enche seus descendentes, Para nunca afundarem a história, Dos Rios e das nascentes, Que descem para nadar, E pescar. Para saberem RESPEITAR, A natureza e tudo o que há! A m...

Virose brincando de Pira

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Lambe Lambe em Correndo para a saúde: deixando a virose para trás   Por:  Guerreiro! Virose brincando de Pira. Nessa pira a virose me achou escondido atrás do carro Tentei correr pra tocar na parede antes dela  Mas não deu jeito  Comigo durou uns 2 dias...  Eu disse logo que pobre não pode adoecer. ..  Tinha um monte de coisa pra fazer Foi só o tempo de eu ir à feira  Quando tirei da sacola alho, limão e  gengibre...  Quem correu foi ela... Bato o limão e gengibre e tomo sem coar, sem açúcar  Expulsa até o demônio do couro de tão ruim que é  Porém já acostumei  O resto é dormir e descansar, Usar soro fisiológico nas narinas e puxar.

Amor que já foi meu

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  Por:  Míriam Lorrayne O amor veio Com o seu hálito perfumado  Tão quente quanto As manhãs de verão  Expondo a sua luminosidade Majestosamente enganadora  A ilusão repousa nesta dança  E faz parte dos movimentos  Sentimentais Dos nossos sedentos  Corações carentes  Em algum lugar  Esta música foi tocada  E ao dança-la Fui tocada  Profundamente e fatalmente  Como as poesias  Que se alinham entre dedos Abraços  Coxas e sorrisos    Sim, essa música já tocou E lembro-me de tê-la ouvido Ao seu lado Entre os seus olhares  E a maciez da sua doce pele Uma saudade me invade  E eu penso em você Seus olhos tão aprazíveis  Viam os meus demônios  E tinham o poder de os converter  Em anjos da guarda  Eu jamais poderei dizer eu te amo  As circunstâncias proíbem  Bloqueiam e abafam este doce aroma apaixonante  Assim como as flores mudam de cor na primavera O amor também emp...

Quero

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  Por:  Maria Sampaio Eu não quero ser alguém que passe por essa vida como uma carta esquecida num canto de um porão Eu quero viver no mundo cada minuto e segundo Versos firmes profundo Pra chamar sua atenção  Quero escrever meu amor aos quatro ventos do mundo  Esse vento vagabundo  Que logo de antemão  Levará o amor profundo  Aos corações libertados do preconceito e dor Dor essa que no meu peito  Parece não ter mais jeito  Quero encontrar meu amor

Avisamos!

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  Por:  Doti Aquino Escorre vermelho ferro Pelo peito das vielas Tiros de desigualdade e fome Balas de injustiça e  pobreza Cachoeira em pó mineral a cair A agua secou O rio se foi A serra morreu O trem levou Jorra desumanidade aqui Dia após dia Serra dos Carajás,  a paz aqui jaz! Tic-tac perde o sono Tic-tac troca o turno Tic-tac sem amigos Tic-tac busca um sentido Que sentido? Que sentido? Fale! Fale! Não cale! Essa mineração não Vale! Transnacional no assalto Mãos ao alto! Sem sorte... Morre na quebrada Sem nada 24 horas de diretos e cruzadas Mas nós... Nós amazonidas Sobrevivemos Vemos beleza nas palavras que resistem Falamos: um pouco mais Só um pouco mais de humanidade Nas vielas Lutamos e dançamos, sim! Em outros planos místicos Axé... amém!!! Nossos mortos Em vida humanos  Vivem nos nossos corações cabanos Força... força... força. Que se faz de encontro novos Nossos Amazônidas! Débora Aquino Nunes Débora Aquino Nunes, mulher amazônica, lésbica, feminista...